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domingo, 24 de fevereiro de 2013

chupa-cabra assusta Ucrânia

chupa-cabras

Não chegamos a nos recuperar após o Fim do Mundo e a invasão dos vampiros sérvios do ano passado, mas um novo infortúnio já nos bate à porta: na Ucrânia apareceu um chupa-cabra – a lendária criatura folclórica de origem centro-americana. Parece que as pragas provenientes da Mesoamérica – a pátria dos maias – continua se espalhando por todo o mundo sem nos deixar um só dia para respirar tranquilamente.

Se por acaso alguém não sabe, o chupa-cabra é uma criatura quadrúpede procedente de Porto Rico. Representa algo intermediário entre o cão e o coiote, tem caninos e o focinho de javali e caça animais domésticos para sugar seu sangue. Uma espécie sui generis de vampiro no reino animal. Claro está, não reconhecido pela zoologia oficial, de igual modo que Nessie e o Abominável Homem das Neves. Mas isso não o impede de perpetrar suas atrocidades.
Desta vez o monstro foi avistado nos Cárpatos Orientais, na vila montanhesa de Golyn, onde o vampiro vitimou coelhos de um ano, cuidadosamente guardados por seus donos. Não é o primeiro ano que a família dos Paraschak se dedica à criação de coelhos, mas tal sucedido em sua granja foi presenciado pela primeira vez.
Segundo a dona da granja, Lessia Paraschak, um animal desconhecido quebrou a mordeduras os ferrolhos das gaiolas e deixou todos os coelhos literalmente sem gota de sangue. O mais surpreendente e atemorizador consiste em que os corpos dos animais mortos ficaram absolutamente íntegros. Quer dizer, a raposa ou o lobo nunca atacariam de forma similar.
Laima, o cão dos proprietários da granja – enorme pastor-do-cáucas o que já há sete anos vem vigiando coelhos, – nem sequer acordou durante o ataque noturno, embora antes deste incidente não era raro que agarrava raposas e lobos desejosos de se deleitarem com animais domésticos. Laima sabe distinguir bem o cheiro dos predadores florestais e sempre começava a latir quando estes apenas apareciam nas proximidades. No entanto, aquela noite, não se sabe por quê razão, o pastor “guardou silêncio” deixando o assassino penetrar inadvertido na granja.
Durante os últimos seis meses já se registraram uma dezena de ataques a animais domésticos. O bicho misterioso caça na área que se estende a várias províncias da Ucrânia – as de Kiev, Lvov, Khmelnitsky, Ternopol e Tchernigov.
O zoólogo Dmitri Issonkin tentou explicar à Voz da Rússia porquê o chupa-cabra é nada mais que uma das lendas urbanas e quem na realidade pôde sugar o sangue de animais na Ucrânia:
“Naturalmente, todas essas estórias horripilantes sobre animais cujo sangue sugou um chupa-cabra misterioso, não são nada mais que narrativas artificialmente adaptadas a situações concretas por pessoas que, sejamos sinceros, não são muito cultas e letradas. Moradores das zonas rurais podem dizer chupa-cabra a qualquer cão calvo ou lobo doente que ataque suas crias. Sobretudo, quando ninguém tenha visto de perto o bicho raro, mas todos aqueles que “o viram” quase sempre não coincidem em seus depoimentos.
Via de regra, ataques similares a animais são protagonizados pelas espécies infectadas com raiva, especialmente em fase de hidrofobia, isto é, no auge da doença, quando se aguça bruscamente a sensibilidade aos fatores irritantes como a luz brilhante, diversos sons (por exemplo, as feras poderiam ser atraídas pelo barulho proveniente das jaulas) e a sede insaciável. As feras doentes se tornam extremadamente agressivas e violentas, e incluso podem se alucinar. Ou seja, podem agredir só por agredir, mas os corpos mortos de suas vítimas ficariam intactos”.
É difícil julgar se é certo ou não. Mas a verdade é que os ataques dos “vampiros animais” se tornaram mais frequentes na medida em que aumentou o número de focos de raiva na Ucrânia.
Conhecimentos científicos fidedignos que comprovarem a existência do chupa-cabra, não existem. Por outro lado, se verifica que muitos relatos de testemunhas oculares de que “não houve sinais da luta” ou de que “todo o sangue foi sugado até a última gota”, na realidade carecem de verdade.
Em instituições científicas de certos países estão estudando agora as “provas materias” que supostamente deixou essa criatura. No entanto, até o presente momento o chupa-cabra continua sendo nada mais que uma sanguessuga misteriosa das fábulas populares.

Batalha de Médiuns fascina russos

Batalha de Médiuns fascina russos

© Flickr.com/hha124l/cc-by

Embora às vezes gostássemos de correr precipitadamente para a primeira cigana que encontrarmos com um baralho de tarô em suas mãos, uma voz interior diz-nos que  seremos certamente aldrabados. E o que diria se lhe propusessem ver na televisão do que são capazes pessoas com poderes sobrenaturais?

Foi exatamente para os céticos que foi criada a "Batalha de Médiuns" – um programa do canal de televisão russo TNT. Nele, pessoas que se dizem com capacidades paranormais, tentam convencer milhões de telespectadores de que realmente têm esse dom especial. A primeira edição do programa foi lançada em 25 de fevereiro de 2007, e no início de 2013 terminou já a 13a temporada da série, que tem feito imenso sucesso na Rússia.
Os participantes eram selecionados em castings especiais: os candidatos tiveram que passar por uma série de testes. Nos primeiros testes de verificação é necessário adivinhar o que está escondido numa caixa ou por trás de um biombo. Por trás do biombo, os produtores do programa podem colocar um manequim simulando uma pessoa e os “candidatos a médiuns” falam de sua “vida” cheia de privações e terríveis sofrimentos. Ou podem colocar uma pessoa verdadeira, dizendo que é um “manequim”. Assim são eliminados falsos “videntes”. Na segunda fase, os médiuns têm de encontrar, em 30 carros, uma pessoa escondida num único porta-malas. Como resultado, apenas 8-10 médiuns participam nas “batalhas” finais (na última, 13ª temporada eles eram 13).
Mas por quê batalha? Porque a capacidade dos médiuns de fazer “milagres” e o impossível deve ser verificada pelos participantes do programa, os telespectadores que buscam ajuda dos médiuns nas situações mais improváveis. Por exemplo, precisam de encontrar uma pessoa, um objeto ou identificar a profissão ou ocupação de alguém. Se propõe aos médiuns de dizerem quem tomou drogas, teve um acidente, esteve preso, que tatuagens tem no corpo. A tarefa mais difícil são as trágicas histórias de quem pediu ajuda ao programa. Os participantes têm de lhes contar os detalhes da morte ou do desaparecimento de seus entes queridos.
Por exemplo, os três melhores amigos de um telespectador, durante um ano, morreram em acidentes de carro um após outro. Ele temia que o mesmo destino o aguardasse. Inicialmente, aos médiuns só eram mostradas fotos. Todos os médiuns não só determinaram quem nas fotografias estava morto e quem estava vivo, mas também contaram detalhes que o espectador tinha preferido esconder. Pouco antes do início da inexplicável série de mortes, todos os quatro tinham cometido um ato de vandalismo num cemitério. Então o que foi? Uma vingança divina ou uma trágica coincidência?
Em cada semana é eliminado um médium. Os nomes do pior e do melhor participantes da semana são apresentados por um júri, após discussão, em envelopes preto e branco. No final, devem ficar os três melhores. Os telespectadores depois escolhem por voto direto o melhor “mestre de ciências ocultas, vencedor da Batalha de Médiuns".
Vitali Gibert, o vencedor da 11ª temporada, diz que o show é uma grande oportunidade para testar as suas capacidades e se testar a si mesmo:
“Depois de ter vencido no show, a minha vida mudou muito. Eu comecei a viajar muito pelo mundo, visitei o Tibete. Agora, eu já não recebo clientes pessoalmente. Pelo contrário, eu ensino as pessoas que tudo está em suas mãos e que, para lidar com os problemas, não é necessário pagar a adivinhos e médiuns. Eu os ensino a modelarem seu futuro, rejeitando os medos e estereótipos. Nós próprios construímos obstáculos em nossos caminhos. Atraimos as pessoas erradas, as situações de vida erradas. Eu acho que para alimentar um faminto é preciso dar-lhe uma vara de pesca e não um peixe. Recentemente, foi publicado o meu livro “Modelando o Futuro”. Eu acredito que ele pode mudar a vida de muitas pessoas para melhor. Afinal de contas, somos só nós que criamos a nossa própria realidade e modelamos o nosso futuro.”
Cada um decide por si do que realmente são capazes os médiuns que participam no programa. No entanto, pessoas com poderes sobrenaturais existem e o mundo é muito mais interessante e versátil do que pensamos.