Social Icons

Pages

sábado, 11 de maio de 2013

Rússia tenciona criar raça de gatos de cinco orelhas

gatos, gata de cinco orelhas

© RIA Novosti

Realmente, a natureza não para de nos surpreender com as suas criações e aquilo que agora nos parece normal em tempos provocou medo e espanto. Foi o que aconteceu com o Sphynx, a raça de gatos sem pelo. Agora chegou a vez dos gatos de cinco orelhas.

Estamos a falar de uma única gata sem precedentes cujo nome é Luntia. Essa criatura é realmente invulgar, é o único gato no mundo que tem cinco orelhas. Ainda gatinha, ela foi encontrada na rua por Vladimir Obryvkov, docente da cátedra de anatomia, biologia geral e histologia da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Estatal Agrária de Voronezh, que começou a cuidar dela.
A Luntia tem um par de pavilhões auriculares normais ao lado de um par de orelhas situadas a 180 graus relativamente às primeiras e ainda tem uma pequena orelhinha de lado. Além disso, segundo se vê na imagem de raios-X, ela em vez das habituais sete vértebras cervicais apresenta só três que se fundiram.
As características estranhas ficam por aí. Apesar de os cientistas considerarem que os animais com anomalias deste gênero vivem menos tempo que os seus semelhantes, a Luntia é completamente saudável e ativa, possui um excelente apetite e capacidades intelectuais invulgares. Claro que ninguém quer perder um tesouro desses e o seu dono resolveu encontrar-lhe um namorado com o gene recessivo “dp” responsável pelas orelhas múltiplas.
Segundo relatou à Voz da Rússia o zoólogo Dmitri Isonkin, a ideia de se obter uma prole de orelhas múltiplas a partir dessa gata é perfeitamente realista:
“Numa certa altura, foi de forma semelhante que se criou a raça do Sphynx canadiano. Para isso era necessário cruzar dois gatos com o gene recessivo “sem pelo” e, depois de retirar da ninhada os gatinhos que nasceram "nus", repetir a operação. O mesmo método pode ser aplicado para obter uma raça de gatos de orelhas múltiplas. Outra questão é: para quê? Os cruzamentos consanguíneos de animais pioram a sua saúde e imunidade às doenças.”
Consideremos, por exemplo, os gatos comuns. Regra geral, eles são bastante mais saudáveis que os seus semelhantes de raça. Esses mesmos Sphynx não poderiam sobreviver nas ruas devido à ausência de pelo, já nos Persas, para criar esse “focinho fofo”, a seleção danificou os canais lacrimais e por isso ao cuidar dos gatos Persas é preciso dedicar uma especial atenção aos seus olhos. O zoólogo aponta o aspeto estranho de muitas raças de gatos criadas artificialmente:
“Já nem falo dos Baby Sphynx. Eles são algo intermédio entre o gato nu e o cão salsicha. Se alguém não os viu ainda, tem que vâ-los na Internet. Garanto que é um espetáculo difícil de esquecer.”
Para a pessoa é muito bom. Ela cria uma nova raça, recebe dinheiro por ela e prêmios em exposições. Que vidas têm depois os animais com essas anomalias as quais só se agravam com o passar das gerações? Com eles é que ninguém se preocupa. Penso que isso não é muito humano, devemos procurar criar animais saudáveis em vez de multiplicar mutantes.
Seja como for, o dono da Luntia tenciona encontrar-lhe um parceiro. A escolha não é fácil. Não há assim tantos gatos de quatro orelhas que se possam candidatar ao papel de noivo. Ou o potencial candidato vive muito longe, ou não se consegue um acordo com os seus donos. No entanto, há muito pouco tempo, Vladimir Obryvkov encontrou um candidato adequado. Ele é o Luntik (reparem no seu nome… Tem de ser o destino…) um gato de quatro orelhas de Rostov-no-Don. A sua dona Ludmila Shekhovtsova já acasalou o seu bichano com gatas normais, mas o gene de orelhas múltiplas não se revelou. No entanto, a probabilidade de se obter gatinhos com quatro ou cinco orelhas de um casal de progenitores com o gene recessivo “dp” é muito elevada.
A Luntia já está a ser preparada para o encontro com o seu prometido ruivo. Quem sabe, pode ser que esse par amoroso dê início a uma nova raça de gatos de cinco orelhas. Pois aquilo que nós, no início, não aceitamos e rejeitamos se pode tornar normal mais tarde.

0 comentários:

Postar um comentário